quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O ENEM e o Brasil do século XXI

O funil do antigo vestibular que ainda persiste, é um modelo que se encontra nos seus estertores finais de existência histórica. O antigo vestibular é fruto da era industrial, onde a produção em massa se combinava com a necessidade de uma educação igualmente em massa para prover aquelas mesmas indústrias de um volume proporcional de força de trabalho qualificada. Todavia, nas três últimas décadas a decadência do segundo setor e a prevalência do terceiro setor, demandou da educação um novo enquadramento. O momento que estamos vivendo é o da obsolência do sistema de educação em massa e a busca por novos paradigmas para as escolas e colégios. A acessibilidade dos estudantes destas para as universidades também sofre novas transformações da qual o ENEM é fruto.
O ENEM vem de encontro com esta busca de adequar uma educação pós-industrial a uma nova forma de proporcionar acesso aos estudantes do ensino médio para o superior. Acesso que ao mesmo tempo seja cada vez mais democrático e por isso inclusivo, ao mesmo tempo em que mantenha um caráter meritocrático, onde permaneça o primado da competência para os postulantes a universidade

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