TERMOS
INTEGRANTES DA ORAÇÃO
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VTD
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verbo
transitivo direto (não exige preposição)
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OD
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objeto
direto (completa o sentido de um verbo transitivo direto)
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VTI
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verbo
transitivo indireto (exige a preposição)
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OI
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objeto
indireto (completa o sentido de um verbo transitivo indireto)
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VTDI
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verbo
transitivo direto e indireto
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CN
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complemento
nominal (completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio)
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VV
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vozes
verbais
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VA
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voz
ativa: sujeito agente
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VPA
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voz
passiva analítica (verbo ser + particípio)
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VPS
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voz
passiva sintética (com o pronome “se”)
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VPR
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voz
passiva reflexiva (sujeito agente e paciente)
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PARA NÃO ESQUECER Os pronomes o, a, os, as deve ser empregados como complemento de verbos transitivos diretos e os pronomes lhe, lhes como complementos de verbos transitivos indiretos: Quer uma mesa nova. —> Quero-a. Quero a meus pais. —> Quero-lhes. Paguei o empréstimo. —> Paguei-o. Paguei ao gerente. —> Paguei-lhe. Convidei meus pais. —> Convidei-os. Obedeço a meu pai. —> Obedeço-lhe. |
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Este espaço destina-se aos meus alunos e todas as pessoas interessadas em adquirir mais algum conhecimento ou ainda tirar dúvidas sobre Língua Portuguesa / Redação / Interpretação Textual e Língua Espanhola.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
Você sabe como surgiu o Dia do Professor?
O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
Dia do Professor em outros países:
Estados Unidos: National Teacher Day - na terça-feira da primeira semana completa de Maio.
World Teachers’ Day - UNESCO e diversos países - 5 de Outubro
Tailândia - 16 de Janeiro
Índia - 5 de Setembro
China - 10 de Setembro
México - 15 de Maio
Taiwan - 28 de Setembro
Argentina - 11 de Setembro
Chile - 16 de Outubro
Uruguai - 22 de setembro
Paraguai - 30 de Abril
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PERÍODO COMPOSTO
As orações podem ser
constituídas da seguinte forma: Períodos simples » são
aqueles formados por uma só oração. Exemplo: O mar estava calmo. (Aparece
apenas um verbo: estava. Logo, período simples). Períodos compostos » são aqueles
formados por duas ou mais orações.
Exemplo: A sessão começou calma e terminou
agitada. (Aparecem dois verbos: começou e terminou. Logo, período composto). O período composto
pode ser classificado em: Coordenação;
Subordinação.
Nessa aula falaremos sobre
Período Composto por Subordinação, cujo período é formado por uma oração
principal e uma oração subordinada. As orações subordinadas podem ser: -
oração subordinada substantiva, - oração subordinada adjetiva; - oração
subordinada adverbial.
ORAÇÕES COORDENADAS
ASSINDÉTICAS e SINDÉTICAS
O Período Composto se caracteriza por possuir mais de uma
oração em sua composição.
Sendo Assim:
- Eu irei à praia.
(Período Simples)
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer
entre as orações de um período composto: uma relação de coordenação ou uma
relação de subordinação. Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um
mesmo período, mas têm ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de: - Estou
comprando um protetor solar,
depois irei à praia. (Período Composto) Podemos dizer: 1. Estou comprando
um protetor solar.
2. Irei à praia.
2. Irei à praia.
Separando as duas, vemos que
elas são independentes. É desse tipo de período que iremos falar agora: o Período
Composto por Coordenação. Quanto à classificação das orações
coordenadas, temos dois tipos: Assindéticas e Sindéticas.
Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas. Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas. Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS
1.
Os pronomes pessoais retos ocupam o lugar de sujeitos da oração,enquanto
os pessoais oblíquos substituem os objetos diretos ou indiretos. Ex.:
Ela irritava-nos com sua maneira de agir.
2.
Os oblíquos o, a, os, as são empregados para substituir objetos
diretos e acompanham VTD ou VTDI.
Todos condenavam a pobre mulher. = Todos
a condenavam.
3. Os
oblíquos lhe, lhes são usados para substituir os objetos indiretos
e acompanham VTI ou VTDI.
Devo
favores ao vizinho. = Devo-lhe
favores.
CONTRAÇÕES
PRONOMINAIS
Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes contraem-se com os oblíquos o, a, os, as, da seguinte forma:
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me + o =
mo
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me + a
= ma
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me + os
= mos
|
me + as
= mas
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te + o
= to
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te + a
= ta
|
te + os
= tos
|
te + as
= tas
|
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lhe + o
= lho
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lhe + a
= lha
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lhe + os = lhos
|
lhe + as = lhas
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nos + o
= no-lo
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nos + a = no-la
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nos + os = no-los
|
nos + as
= no-las
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vos + o
= vo-lo
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vos + a = vo-la
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vos + os = vo-los
|
vos + as = vo-las
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lhes + o = lho
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lhes + a = lha
|
lhes + os
= lhos
|
lhes + as
= lhas
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COMBINAÇÕES VERBO-PRONOMINAIS
® com os pronomes o, a., os, as pospostos ao verbo, observe que:
1. as formas verbais terminadas em r, s, z perdem essas letras e o oblíquo precede-se de l ( lo, la(s)):
amar + o = amá-lo ; propôs + o = propô-lo ; refiz +
os = refi-los
2. se a forma verbal terminar em
nasal, o oblíquo precede-se de n (no, na, nos, nas):
amam +
o = amam-no ; põe + as = põe-nas ; dão + os = dão-nos.
2.
a desinência –mos (1ª pess. pl.) perde o –s final quando seguida de –nos.
Ex.: amamo-nos ; damo-nos as
mãos.
Dele/ dela ¹ de ele / de ela
® Não deve haver a contração da preposição de com o pronome ele quando este tem valor de sujeito do verbo
infinitivo. Observe:
A pasta é dele e nela está o meu caderno.
Em vez de ele usar o próprio caderno, usou o meu.
® O mesmo ocorre se depois da preposição houver artigo
determinando substantivo:
Este é o momento de as pessoas se
conscientizarem de
que a democracia está consolidada em nosso país.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Educação na Era Digital
Educação e Internet – Uma
evolução no aprendizado
A Educação
é uma das áreas mais motivantes para a implementação de novas práticas através
do uso das novas tecnologias, em especial as da chamada web 2.0.
Educação e Internet, uma ótima idéia
Um dos principais objetivos a serem alcançados é
permitir que especialmente os professores possam ter contato com novas tecnologias e usufruam dos seus
benefícios. A tecnologia abandona seu papel de mundo novo, distante e secreto
para muitos e passar a ser companheira do professor, que passará a usá-la em
seu dia-a-dia, dando asas a sua imaginação, utilizando a criatividade a seu
favor, fortalecendo o processo pedagógico envolvido no aprendizado.
Um dos inúmeros benefícios constatados é que ao
utilizar essas ferramentas disponíveis na chamada web 2.0, tanto o professor
quanto os alunos envolvidos participam de uma interação, gerando conhecimento,
e que essa experiência pode ser enriquecida com a participação de outros, como
por exemplo alunos e professores de outras turmas.
Também podemos pensar que o conhecimento gerado
pode ser utilizado por outros, como alunos e professores até de outras escolas,
criando, assim, nos demais envolvidos, uma fonte de inspiração para melhores
trabalhos, fazendo com que todos possam aproveitar o conhecimento gerado e,
através desse conhecimento, gerar novos conhecimentos.
Vamos a exemplos práticos?
Andei pesquisando na Internet e achei vários casos práticos e interessantes de uso da
web 2.0 na educação, que cito abaixo com pequenas adaptações:
·
Twitter:
Um professor que envia informações curiosas de grandes nomes da matemática,
estimulando os seus alunos à pesquisa, a troca de ideias, gerando conhecimento.
Em outro caso, um professor promove um concurso entre seus alunos de forma que
eles mandem uma frase sobre um determinado assunto, que pode ser uma matéria ou
um gênio da Humanidade, por exemplo. Escolhida a frase, ela servirá para um
debate, deixando os alunos se aprofundarem no assunto, fazerem colocações e
escolher a melhor participação. O prêmio? Que tal um livro?
·
SMS:
Um professor envia torpedos para um grupo de alunos com pequenos exercícios,
incentivando a pesquisa sobre a sua matéria, ou manda resumos do conteúdo dado
na sala de aula. Quem é jovem e não gosta de se envolver com essa tecnologia?
Será que isso aproxima o professor dos seus alunos?
·
Blog:
Um professor cria um blog e disponibiliza diversas informações sobre as
matérias que leciona na forma de textos livres, fotos, áudio e vídeos. Permite
que os seus alunos participem criticando e sugerindo temas, publicando textos
também e participem de discussão, além de disponibilizar o download de livros,
textos, dentre outros.
·
Fórum:
Um grupo de professores cria um fórum para estimular a discussão de vários
tópicos ligados às matérias dadas em sala de aula, incentivando a discussão e a
participação em grupo.
·
Laptops:
Um professor leva um laptop para sala de aula e passa vídeos próprios ou até
tenta visualizá-los em sites do tipo YouTube, todos ligados a uma determinada
matéria dada em aula, por exemplo. Mostra aos alunos uma aula dinâmica através
de uma nova forma de aprendizado.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Twitter: uma ferramenta para ensinar síntese e coesão textual - por Camila Monroe (camila.monroe@abril.com.br)
CAPACIDADE DE SÍNTESE No Colégio Hugo Sarmento, alunos do 7º ano exercitam a coesão textual contandohistórias com começo, meio e fim noTwitter. Após lerem muitos microcontos,reescreveram textos autorais longos até chegarem a 140 caracteres - ou menos.
Misto de blog e rede social, o Twitter virou febre na internet e agora ganha status de ferramenta pedagógica nas aulas de Língua Portuguesa. Usado como meio de comunicação e informação, o site só permite textos de, no máximo, 140 caracteres. O que é bem pouco (para efeito comparativo, a primeira frase desta reportagem tem exatamente o tamanho permitido). As postagens precisam ser sintéticas para caber nesse espaço reduzido e elas têm uma função comunicativa real (o que é fundamental ao trabalhar com produção de textos na escola). Não é exagero nenhum chamar os tuítes (como as postagens são conhecidas) de um novo gênero textual.
Um dos primeiros artigos científicos a investigar as possibilidades didáticas dessas publicações foi escrito pelas professoras Mirta Castedo e Natalia Zuazo, da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina. Em Culturas Escritas y Escuela: Viejas e Nuevas Diversidades, elas mostram como o Twitter permite trabalhar com versões reduzidas de notícias e de contos. "O professor pode usá-lo para gerar interesse na construção de composições curtas e explorar diferentes funções nos textos, como informar, gerar reflexão e criar situações de humor", explica Natalia. As reflexões das professoras argentinas deram origem a esta reportagem.
Um dos primeiros artigos científicos a investigar as possibilidades didáticas dessas publicações foi escrito pelas professoras Mirta Castedo e Natalia Zuazo, da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina. Em Culturas Escritas y Escuela: Viejas e Nuevas Diversidades, elas mostram como o Twitter permite trabalhar com versões reduzidas de notícias e de contos. "O professor pode usá-lo para gerar interesse na construção de composições curtas e explorar diferentes funções nos textos, como informar, gerar reflexão e criar situações de humor", explica Natalia. As reflexões das professoras argentinas deram origem a esta reportagem.
O que a turma pergunta
Posso abreviar para caber mais palavras?
Não. O intuito é usar a ferramenta com fins didáticos. O trabalho deve ter algumas exigências iniciais e a escrita formal é uma delas. Isso deve ser bem combinado com os jovens na apresentação dos objetivos. Diga a eles que, assim como na produção inicial, no papel, e nas demais atividades de escrita, é trabalhada a forma correta das palavras. Mesmo sendo na internet, a intenção no novo trabalho é a mesma. Explique que o conto tem um leitor como destinatário, e o texto precisa ser inteligível - as abreviações usadas na internet muitas vezes confundem.
Não. O intuito é usar a ferramenta com fins didáticos. O trabalho deve ter algumas exigências iniciais e a escrita formal é uma delas. Isso deve ser bem combinado com os jovens na apresentação dos objetivos. Diga a eles que, assim como na produção inicial, no papel, e nas demais atividades de escrita, é trabalhada a forma correta das palavras. Mesmo sendo na internet, a intenção no novo trabalho é a mesma. Explique que o conto tem um leitor como destinatário, e o texto precisa ser inteligível - as abreviações usadas na internet muitas vezes confundem.
Qualquer assunto pode se transformar em um tuíte
Para começar o trabalho, apresente aos estudantes diferentes modelos de contos curtos, que podem vir dos vários livros escritos e, claro, de uma boa pesquisa no Twitter . Há uma série de perfis dedicados exclusivamente aos microcontos, como @marcelinofreire e@microcontos. "É importante diversificar os autores e enredos. Conhecer todo esse universo mostrará aos alunos as diversas possibilidades. Eles podem escrever sobre qualquer coisa de que gostam", diz Samir Mesquita, escritor paranaense que já publicou dois livros de microcontos.
No artigo sobre o tema, Mirta ressalta a necessidade de trabalhar a função do Twitter e o que muda quando a rede é utilizada. Segundo ela, além das perguntas fundamentais para atividades com qualquer gênero (para quem estou escrevendo? Qual o contexto da escrita?), é preciso considerar o processo de produção e as características da internet, como a interatividade e os comentários. Isso pode enriquecer muito as discussões.
A publicação dos textos na rede permite múltiplas leituras. Quanto mais pessoas lendo, maiores são as possibilidades de interpretação. Isso dá mais riqueza ao texto. "O que escrevemos em um microconto é apenas 10% da história. O resto se constrói na cabeça de quem lê", explica Mesquita. "A palavra implícita e a pausa de uma vírgula ou de um ponto, por exemplo, proporcionam diferentes impactos sobre os leitores, como qualquer grande obra tradicional", conta ele. Mais do que contar uma história, contos curtos têm o poder de sugeri-la.
No Colégio Hugo Sarmento, em São Paulo, o professor Tiago Calles percebeu a utilidade que o Twitter poderia ter em suas aulas de Língua Portuguesa. Ele escolheu trabalhar a escrita autoral de microcontos - que em uma definição possível são histórias curtas e objetivas, sem muitos elementos narrativos. "Os estudantes sabiam que o texto que escreveriam estaria publicado na internet e seria lido por muitas pessoas. A partir daí, a dedicação foi tanta que começaram não só a policiar os errinhos mas também discutir com os colegas formas de melhorar o conto", explica.
Discussões como essas devem ocorrer desde o início da produção, mas até elas começarem cabe ao professor apontar maneiras de melhorar e diminuir o texto. "É importante que, no começo, os alunos não fiquem restritos aos 140 caracteres, mas que escrevam um conto comum, pensando que ele precisará ser sintetizado", explica Jorge Luiz Marques, professor do Colegio Pedro II, no Rio de Janeiro. Os alunos precisam de tempo para praticar. Começar limitando a escrita reduzirá a capacidade criativa e não oferecerá um exercício tão efetivo de síntese do que foi redigido.
Outro bom uso do Twitter é a reescrita de notícias com o mesmo objetivo: refletir sobre a síntese. Os alunos podem ouvir ou ler algumas delas e replicá-las em 140 caracteres. "É um bom trabalho para as séries finais, já que também inteira o jovem sobre o que está se passando no mundo", diz Marques.
Para começar o trabalho, apresente aos estudantes diferentes modelos de contos curtos, que podem vir dos vários livros escritos e, claro, de uma boa pesquisa no Twitter . Há uma série de perfis dedicados exclusivamente aos microcontos, como @marcelinofreire e@microcontos. "É importante diversificar os autores e enredos. Conhecer todo esse universo mostrará aos alunos as diversas possibilidades. Eles podem escrever sobre qualquer coisa de que gostam", diz Samir Mesquita, escritor paranaense que já publicou dois livros de microcontos.
No artigo sobre o tema, Mirta ressalta a necessidade de trabalhar a função do Twitter e o que muda quando a rede é utilizada. Segundo ela, além das perguntas fundamentais para atividades com qualquer gênero (para quem estou escrevendo? Qual o contexto da escrita?), é preciso considerar o processo de produção e as características da internet, como a interatividade e os comentários. Isso pode enriquecer muito as discussões.
A publicação dos textos na rede permite múltiplas leituras. Quanto mais pessoas lendo, maiores são as possibilidades de interpretação. Isso dá mais riqueza ao texto. "O que escrevemos em um microconto é apenas 10% da história. O resto se constrói na cabeça de quem lê", explica Mesquita. "A palavra implícita e a pausa de uma vírgula ou de um ponto, por exemplo, proporcionam diferentes impactos sobre os leitores, como qualquer grande obra tradicional", conta ele. Mais do que contar uma história, contos curtos têm o poder de sugeri-la.
No Colégio Hugo Sarmento, em São Paulo, o professor Tiago Calles percebeu a utilidade que o Twitter poderia ter em suas aulas de Língua Portuguesa. Ele escolheu trabalhar a escrita autoral de microcontos - que em uma definição possível são histórias curtas e objetivas, sem muitos elementos narrativos. "Os estudantes sabiam que o texto que escreveriam estaria publicado na internet e seria lido por muitas pessoas. A partir daí, a dedicação foi tanta que começaram não só a policiar os errinhos mas também discutir com os colegas formas de melhorar o conto", explica.
Discussões como essas devem ocorrer desde o início da produção, mas até elas começarem cabe ao professor apontar maneiras de melhorar e diminuir o texto. "É importante que, no começo, os alunos não fiquem restritos aos 140 caracteres, mas que escrevam um conto comum, pensando que ele precisará ser sintetizado", explica Jorge Luiz Marques, professor do Colegio Pedro II, no Rio de Janeiro. Os alunos precisam de tempo para praticar. Começar limitando a escrita reduzirá a capacidade criativa e não oferecerá um exercício tão efetivo de síntese do que foi redigido.
Outro bom uso do Twitter é a reescrita de notícias com o mesmo objetivo: refletir sobre a síntese. Os alunos podem ouvir ou ler algumas delas e replicá-las em 140 caracteres. "É um bom trabalho para as séries finais, já que também inteira o jovem sobre o que está se passando no mundo", diz Marques.
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