Para analisar e interpretar textos é preciso saber ler. Mas, como aprender a ler? Lendo. Alguém que deseje aprender a nadar terá de, inevitavelmente, entrar na água. O mesmo ocorre com a formação de um leitor: se ele não se dedicar ao exercício da leitura, debruçando-se sobre poemas, notícias e crônicas de jornal, romances, ensaios etc., jamais aprenderá a ler. Mas a verdadeira leitura pressupõe compreensão. Não basta passar os olhos sobre as palavras, mas é preciso entender o significado delas - ou, pelo menos, aproximar-se do que o autor pretende transmitir. E, depois, para realmente analisar o objeto da nossa leitura, devemos proceder à identificação das características, dos atributos, das propriedades do texto. Textos denotativos - um ensaio, uma dissertação, uma notícia ou reportagem - são escritos em linguagem conceitual. Esse tipo de texto - racional, que se apoia em conceitos, leis, princípios ou normas - pede do leitor uma postura objetiva. Já os textos conotativos - a poesia e os gêneros de ficção, incluindo algumas crônicas - exigem de nós uma postura subjetiva, pois são escritos em linguagem poética. Ou seja, são textos que exploram aquele conjunto de alterações ou de ampliações que uma palavra pode agregar ao seu sentido literal (ou denotativo). Os meios para se alcançar esse tipo de expressão envolvem as diversas figuras de linguagem, a criação de personagens e uma infinidade de associações entre os vocábulos, criando, muitas vezes, um mundo à parte. |
Este espaço destina-se aos meus alunos e todas as pessoas interessadas em adquirir mais algum conhecimento ou ainda tirar dúvidas sobre Língua Portuguesa / Redação / Interpretação Textual e Língua Espanhola.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Análise e interpretação de textos
Vestibular de Inverno 2014 da UEPG terá provas em um dia apenas
Vestibular de Inverno 2014 da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) terá provas em um dia apenas, no domingo, 20 de julho. A mudança foi anunciada pelo coordenador geral da Comissão Permanente de Seleção (CPS), Ivo Mario Mathias, nesta quarta-feira (15/1), durante a divulgação das listas de aprovados no Vestibular de Verão 2013 e no Processo Seletivo Seriado – PSS 2013, com as respectivas listas de espera. A entrega da relação de classificados nos dois concursos ao reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas ocorreu na Sala dos Conselhos (Bloco da Reitoria/Campus Uvaranas), com a presença da pró-reitor de Graduação, Graciete Tozetto Góes, e da coordenadora pedagógica da CPS, professora Aline Emílio.
De acordo, com o coordenador geral da CPS, a mudança no calendário do Vestibular de Inverno 2014 se deve às alterações no calendário escolar em função da Copa do Mundo. “Como a final da Copa está programada para 13 de julho, tivemos que marcar as provas para o final de semana seguinte”, disse o professor Ivo Mathias. Ele lembra que por motivos de consciência religiosa (instituídos em lei), normalmente, a UEPG aplica provas no domingo e segunda-feira, utilizando espaços das escolas da rede estadual de ensino. “Como as aulas do segundo semestre letivo da rede estadual retornam no dia 21 de julho, fomos obrigados a fazer as provas do nosso vestibular em apenas um dia, com provas de manhã e à tarde”, explica. Os detalhes serão divulgados em breve pela CPS.
Além dessa mudança, o coordenador da CPS ainda reiterou as alterações anunciadas em dezembro de 2013, tanto nos concursos vestibulares como no PSS. Já nos vestibulares deste ano (para ingresso em 2015), por exemplo, passam a valer as alterações no sistema de cotas. Por decisão do Conselho Universitário, a partir de agora, para a cota da escola pública e cota para negros oriundos da escola pública, o candidato deverá ter cursado todas as séries do ensino fundamental e médio na rede pública de ensino. A instituição reservará 40% das vagas para a escola pública; 10% à cota para negros; e 50% para a cota universal (não optantes pelo sistema de cotas).
As mudanças também atingem a Redação, que passará a cobrar novos gêneros textuais. Segundo a coordenadora pedagógica da CPS, Aline Emílio, a proposta é adequar as provas da UEPG às tendências de outros concursos, assim como à realidade dos estudantes. Assim, na prova de Redação, os vestibulandos deverão atender aos gêneros carta de reclamação, carta resposta à reclamação, texto de opinião dissertativo-argumentativo, notícia e resumo. Ainda na disciplina de Literatura serão cobradas novas leituras. A relação obras inclui “Recordações do escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto; “O aprendiz de feiticeiro”, de Mário Quintana; “O grande mentecapto, de Fernando Sabino; “Quase memória, quase romance”, de Carlos Heitor Cony; e “Amor e outros contos”, de Luiz Vilela.
Conforme o professor Ivo Mathias, no PSS, as mudanças afetam mais aqueles candidatos que vão iniciar o processo, no PSS I, triênio (2014/2016), cujas provas passarão a ter o sistema somatório e um novo conteúdo programático, incluindo questões de Sociologia e Filosofia. A Redação passa a contar com novos gêneros textuais para a produção de texto, como comentários em blog, crônicas jornalísticas, narração escolar e relato autobiográfico. Na disciplina de Literatura, serão cobradas as leituras da obras “Melhores Poemas”, de Cláudio Manoel da Costa; e “Cartas Chilenas”, de Tomáz Antônio Gonzaga.
No PSS II (triênio 2013/2015) serão exigidas as leituras dos livros “Noite na Taverna”, de Alvarez Azevedo; e “O Alienista”, de Machado de Assis. Na Redação, os candidatos deverão atender a gêneros textuais como carta do leitor, notícia, texto de opinião dissertativo argumentativo e resumo. O PSS III (triênio 2012/2014) terá as mesmas leituras e gêneros textuais exigidos no concurso vestibular. Os conteúdos programáticos permanecem os mesmo no PSS II e PSS III.
Como estudar para o Vestibular
Para ser aprovado é necessário muita dedicação, vontade e paciência.
É muito importante manter um ritmo de estudo. Estudar de manhã e a tarde é aconselhável, porém o recomendado é começar devagar e ir aumentando o ritmo de acordo com a sua capacidade.
Se não encontrar sossego ou espaço adequado para poder estudar sem desvios de atenção vá a uma biblioteca. Distrações fazem você perder a concentração e conseqüentemente a produtividade.
Programe um roteiro de estudos para uma semana. Isso ajudará você a manter o ritmo e a disciplina, o que é fundamental para um bom desempenho no vestibular. Exemplo:
- Segunda: Matemática
- Terça: Física
- Quarta: Português
- Quinta: Química
- Sexta: Biologia
- Terça: Física
- Quarta: Português
- Quinta: Química
- Sexta: Biologia
- Sábado: Revise tudo o que você estudou durante a semana ( porém apenas LEIA)
Reserve um dia da semana para descansar. Durante esse período de estudos é muito importante relaxar para evitar descarga de adrenalina desnecessária o que pode causar alguns problemas como falta de memória. Descontrair pode ajudar você a lembrar do conteúdo estudado durante a semana.
Caso você opte por estudar a tarde e de manhã (alguns estudos dizem que de manhã é o melhor período para isso), deixe a noite para você relaxar. Saia com os amigos, veja Tv ou leia revistas que você goste, enfim, faça o que você gosta.
O sono é muito importante, visto que é durante ele que o seu cérebro separa as informações que devem ser armazenadas das que serão esquecidas. Durma pelo menos 8 horas por dia.
Foque nas matérias que você mais possui dificuldade, caso não consiga saná-las através de uma pesquisa procure um professor.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
COMO AS PESSOAS LEEM AS PALAVRAS
Uma
das mais respeitadas e importantes cientistas no mundo, no que diz respeito à
aprendizagem e ensino de leitura é, sem dúvidas, a Profa. Dra. Linnea C.
Ehri da City University of New York (CUNY). Ehri tem feito pesquisas há mais de 40 anos sobre
como as pessoas aprendem a ler e a escrever. Abaixo irei descrever 4 modos
(maneiras ou estratégias) para ler palavras que Ehri costuma enfatizar em seus
artigos.
Predição: A predição talvez seja uma das primeiras
formas de se ler palavras. As crianças, ainda muito cedo, olham uma palavra
associada a uma figura e adivinham (predizem) seu significado. No entanto, não
é só por predição associada a uma imagem que se pode ler palavras por predição,
veja abaixo dois exemplos:
·
No hospital trabalham muitos médicos e
en...
·
Eu adoro comer bolo de morango, mas não
gosto de bolo de cho...
Veja
só, aposto que você adivinhou que as palavras que faltam são “enfermeiros” e
“chocolate”, e adivinhou apenas pelo começo de cada palavra e pelo contexto.
Assim, a predição pode ser usada a partir de ilustrações, contexto ou até mesmo
partes das palavras.
Analogia: Outro jeito de ler palavras é por analogia.
Nesse caso, a leitura é possibilitada porque o leitor já conhece alguns pedaços
da palavra como o começo (ataque) ou o final (rima). Esses pedaços que
foram aprendidos para uma determinada palavra podem ser utilizados para a
leitura de palavras novas.
·
Ex.1: pedra, pedreira, Pedro, pedregulho, pedraria,
apredrejar
·
Ex.2: João, pão, melão, balão,
coração.
Decodificação: Talvez o principal e mais importante modo de ler
palavras é a decodificação, ou seja, decodificar (transformar) as menores
unidades gráficas (visuais) que são as letras em seus respectivos sons (os
fonemas). Assim, quando uma palavra é nova ou sua leitura é mais difícil
(não-familiar), normalmente recorremos a decodificação para ler a palavra.
Todas as crianças que estão aprendendo a ler devem aprender a decodificar. No
começo da aprendizagem da leitura é normal que as crianças leiam “B – a- ba –
na – na....Ba..nana... Banana”. Isso não significa que a criança lerá assim
para sempre, mas sim que ela vai aos poucos automatizando a leitura, como
uma criança que começa engatinhando e aos poucos aprende a andar e a
correr. No entanto, mesmo depois de automatizada a leitura, nós ainda
continuamos a usar a decodificação para ler palavras novas como, por exemplo,
você deverá fazer agora ao tentar ler a palavra
“Hipopotomonstrosesquipedaliofobia”, que ironicamente significa “medo de
palavras grandes”. Como você provavelmente não conhecia essa palavra deve ter
decodificado as unidades menores como as sílabas para ler, portanto, usando a
decodificação. Lembre-se que não é porque você aprendeu a correr que
deixou de saber como engatinhar.
Reconhecimento Automatizado (sight
words) – Esse modo de leitura de palavras é
chamado por Ehri de reconhecimento automatizado e recebe esse nome, pois quando
as palavras são lidas, nós armazenamos na memória as grafias das palavras
(letras) associadas aos sons da pronúncia tornando a leitura dessa palavra mais
fácil e instantânea. Esse é o ponto central da teoria de fases de Ehri que irei
apresentar em outro artigo. Essa automatização da leitura permite que as
pessoas se concentrem mais nos significados do que na decodificação, mas como
eu acabo de ressaltar no item anterior, a decodificação precede esse
reconhecimento automatizado. É preciso que a criança leia várias vezes “B
– a- ba – na – na....Ba..nana... Banana”, para que consiga ler “Banana” tão
imediatamente quanto você fez agora.
Espero
que você tenha gostado dessas explicações em breve irei apresentar a teoria de
fases de Ehri e explanar mais sobre essa temática. Não esqueça de comentar e de
curtir o artigo. Até a próxima.
Você
também pode se interessar pelo artigo que fala sobre consciência fonêmica que é uma
habilidade muito importante para a aprendizagem e desenvolvimento da leitura
quinta-feira, 28 de março de 2013
ENEM 2013: inscrição, datas das provas e informações sobre o Enem 2013
O Exame Nacional do Ensino Médio(Enem) é uma prova criada em 1998 pelo Ministério da Educação (MEC) do Brasil. O Enem vinha sendo utilizado como ferramenta para avaliar a qualidade geral do Ensino Médio no país e atualmente transformou-se na principal forma de ingresso no ensino superior.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ainda não divulgou o edital com datas e regras para oEnem 2013. Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, em comunicado nesta quinta-feira, dia 21 de março, o edital do Enem 2013 tem previsão de divulgação para maio.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Atenção alunos: Governo adia início do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa
Decreto assinado por Dilma Rousseff foi publicado no 'Diário Oficial'.Novo prazo para entrada em vigor do acordo é 1º de janeiro de 2016.
A obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, assinado em 2008 e previsto para entrar em vigor no próximo dia 31, foi adiada por mais três anos. O novo prazo para entrada em vigor do acordo é 1º de janeiro de 2016. A presidente Dilma Rousseff assinou um decreto redigido pelo Ministério de Relações Exteriores e publicado na edição desta sexta-feira (28) do "Diário Oficial da União".
O novo prazo foi definido durante reunião de um grupo interministerial composto, além de membros do MRE, por técnicos do Ministério da Educação e da Casa Civil.
Segundo o Ministério da Educação, o Brasil é o que mais avançou na implantação do acordo entre os oito países que assinaram o documento. Mesmo já tendo feito "a lição de casa", o secretário de Educação Básica, César Callegari, explicou ao G1 que o MEC é favorável a alinhar o cronograma brasileiro "com o cronograma de outros países, entre eles Portugal".De acordo com a assessoria de imprensa da Casa Civil, a ministra-chefe Gleisi Hoffmann recebeu em novembro um grupo de senadores que defenderam o adiamento do prazo, e convocou uma reunião com os ministérios envolvidos no tema. Uma reunião com representantes dos ministérios das Relações Exteriores, Cultura e da Casa Civil, definiu que o acordo vai começar a valer daqui a três anos. A nova data escolhida pelo grupo, que reúne técnicos e subchefes dos três ministérios tem como objetivo ajustar o prazo brasileiro com o de Portugal, que tem mais três anos até que o acordo seja totalmente aplicado no país. Até 31 de dezembro de 2015, coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.
Callegari afirmou que, pouco depois da ratificação do acordo pelo Brasil, o ministério, que é o maior provedor de livros didáticos do país, começou a incluir, em seus editais de compra de livros e dicionários para escolas, a exigência de que os materiais já estejam adaptados às novas regras da ortografia. Porém, para ele, a preparação dos professores para ensinar as novas regras cabe às universidades.
"Boa parte da tarefa que cabe ao ministério está realizada. O trabalho de formação de professores e atualização cabe fundamentalmente ao sistema de ensino, das instituições públicas e privadas de educação superior. Mas as diretrizes estão dadas, e os materiais já estão com as novas características dessa nova ortografia", disse.
O MRE afirmou, por meio de sua assessoria, que seus técnicos ficaram responsáveis por minutar o decreto até o fim do mês, para que ele possa ser submetido à Presidência da República. Mas, segundo o ministério, novo prazo será definido pela própria presidente. A ideia, de acordo com o MRE, é prorrogar a entrada em vigor do acordo para dar mais tempo de adaptação das pessoas à nova ortografia.
ENTENDA O ACORDO ORTOGRÁFICO DE LÍNGUA PORTUGUESA
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O que é?
Um documento assinado em 1990 que tem o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e tem como objetivo unificar as regras do português escrito em todos os países que têm a língua portuguesa como idioma oficial. |
O que mudou desde 1990?
Apenas as regras de implantação, porém, as regras ortográficas continuam as mesmas. Em 1990, quando foi assinado, a previsão era de que o acordo entraria em vigor em 1994, mas dependia da ratificação de todos os países. Como isso não aconteceu, a regra foi alterada em 2004 para que o documento entrasse em vigor com a ratificação de três dos oitos países lusófonos. O Brasil foi o primeiro a ratificar o protocolo que alterou a regra. |
Quando entra em vigor?
O governo de cada país deve ratificar o acordo assinado e definir seus prazos para que ele entre em vigor internamente. Segundo a CPLP, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo. Timor Leste, que em 1990 ainda não era uma nação independente, também já aderiu. Angola é o único país-membro da CPLP que ainda não ratificou o acordo. |
| Fonte: CPLP |
Pedagogia defasada
Mas a data de implantação do acordo não é a única preocupação de alguns políticos e membros da sociedade civil. Senadores que integram a Comissão de Educação, Cultura e Esporte acreditam que parte da dificuldade de adesão dos brasileiros às novas regras é culpa da falta de debate em torno do tema.
Mas a data de implantação do acordo não é a única preocupação de alguns políticos e membros da sociedade civil. Senadores que integram a Comissão de Educação, Cultura e Esporte acreditam que parte da dificuldade de adesão dos brasileiros às novas regras é culpa da falta de debate em torno do tema.
De acordo com a assessoria de imprensa do presidente da comissão, Roberto Requião (PMDB-PR), o senador "vê com reservas" o conteúdo do acordo porque ele foi articulado pelos governos, mas não ganhou espaço de discussão na socidade. Os senadores tinham o objetivo de elaborar um projeto de lei para adiar a implantação do documento, mas, em conversas com os ministérios, decidiu-se que a melhor abordagem seria por meio de um decreto.
Em entrevista à Rádio ONU, a senadora Ana Amélia (PP-RS), que também integra a comissão e, segundo sua assessoria, é autora do projeto, afirmou que a proposta de adiar o prazo é um "gesto de solidariedade" e de "boa vontade política".
Já a ideia de substituir o projeto de lei por um decreto presidencial serve para "facilitar do ponto de vista legislativo. Um projeto de resolução criaria alguns problemas de ordem legal em função de ser um acordo internacional".
Já a ideia de substituir o projeto de lei por um decreto presidencial serve para "facilitar do ponto de vista legislativo. Um projeto de resolução criaria alguns problemas de ordem legal em função de ser um acordo internacional".
Um dos maiores críticos do acordo no país quer aproveitar o possível adiamento para mudar o conteúdo da nova ortografia. Segundo o professor Ernani Pimentel, presidente da Editora Vestcom e do Movimento Acordar Melhor, é preciso simplificar as novas regras e "ajustar problemas que não foram percebidos" pelas pessoas responsáveis pela elaboração e assinatura do documento.
Para ele, como a implantação do acordo avançou menos nos demais países e tem recebido críticas por lá, e como o Brasil deve adiar a entrada em vigor das nossas regras por mais três anos, o momento é oportuno para corrigir as principais questões.
O mais sério dos problemas, segundo ele, é o fato de o acordo ter sido pensado na década de 1970, quando o sistema educacional era muito diferente do atual. "Naquela época a educação se baseada na didática da memorização, na chamada 'decoreba'. Em história, o que se estudava história eram nomes e datas, e em português eram só as regras e as exceções. Mas a pedagogia foi evoluindo, e hoje o aluno está acostumado a racionar, ele quer pensar e entender, e não ficar decorando, e essas regras são baseadas ainda na pedagogia antiga", afirmou Pimentel ao G1.
Segundo Callegari, do MEC, as propostas de simplificação não estão contempladas na discussão do grupo interministerial. "O que poderia ser considerado e sempre pode ser considerado são propostas que visam simplificar, mas não seria adiar, seria outro acordo".
Muitas regras
O especialista explica que, com tantas regras no idioma atual, e a falta de conhecimento a respeito das mudanças acordadas, é impossível falar português fluentemente. Desde 2008, ele já colheu mais de 20 mil assinaturas de brasileiros contra a implantação da nova ortografia.
O especialista explica que, com tantas regras no idioma atual, e a falta de conhecimento a respeito das mudanças acordadas, é impossível falar português fluentemente. Desde 2008, ele já colheu mais de 20 mil assinaturas de brasileiros contra a implantação da nova ortografia.
Mais da metade, segundo Pimentel, é formada por professores, muitos deles ainda sem familiaridade com a nova ortografia e contrários à forma como o acordo foi feito, sem o devido debate nas escolas, universidades e na sociedade em geral.
"Você não pode fazer um acordo de ortografia sem ver o que os professores acham. Se os professores não aprenderem [as novas regras], eles não podem ensinar", afirmou o especialista. Ele afirma que os professores calculam gastar 400 horas de aula ao ensino da ortografia no ciclo básico e, mesmo assim, os brasileiros saem da escola sem dominar as regras. A simplificação, nesse caso, auxiliaria a melhorar a qualidade da educação. "Essas regras são ilógicas, não pode impor na sociedade."
Publicado em G1 Educação
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
PSS - UEPG - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
PSS I - GRAMÁTICA
1. Compreensão e interpretação de textos
2. Diversidade textual
3. Variações linguísticas
4. Gramática contextualizada
4.1. Concordância
4.2. Pontuação
4.3. Acentuação
4.4. Figuras de linguagem (aliteração, antítese, antonomásia, comparação, elípse, eufemismo, hipérbole, ironia, metáfora, metonímia, paradoxo, perífrase, prosopopeia, silepse, sinestesia, zeugma)
PSS II - GRAMÁTICA
1.Compreensão e interpretação de textos
2.Diversidade textual
3.Variações linguísticas
4.Gramática contextualizada
4.1. Regência
4.2. Concordância
4.3. Pontuação
4.4. Acentuação
4.5. Uso do pronome oblíquo átono
4.6. Figuras de linguagem (aliterção, antítese, antonomásia, comparação, elipse, eufemismo, hipérbole, ironia, metáfora, metonímia, paradoxo, perífrase, prosopopeia, silepse, sinestesia, zeugma)
PSS III - GRAMÁTICA
1.Compreensão e interpretação de textos
2.Diversidade textual
3.Variações linguísticas
4.Gramática contextualizada
4.1. Relações de sentido no interior do período (coordenação/subordinação)
4.2. Concordância
4.3. Regência
4.4. Pontuação
4.5. Acentuação e crase
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